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O breu
Acordo eu, num dia ensolorado, mas não vejo nada, o mundo é escuro. As pessoas a minha volta pareciam a luz, mas de forma curiosa viram o preto. Nada fiz em razão dessa escuridão. O boca-boca dos mal-caráter torna o apagão em cegueira intensa de um ser que não quer mais ver.
De uma hora pra outra, o sol que brilhava tão intenso, se transforma numa nuvem fosca, e seus raios que refletiam de uma forma, começam a hesitar. Sinto falta daquele nascer do sol, muito mais simples que esse final tão depressivo. Na verdade, os raios traíram a estreal, que de tão fraca, deu lugar aos que forçavam sua ausência.
Hoje, parecem mais fortes os traídores, porém é certo, que a sua força não se passa por inveja. A sua força diz que sou invejoso, quando na realidade, a chuva que cai não é aquela que destrõe o telhado.
O que o destrõe na verdade, é a ausência dos raios de sol, que traídos, escurecem o antigo claro ambiente. E é por isso, que depois de acordar num dia ensolarado, num lugar que me aprisiona, o breu.